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Investir ou Jogar: A cultura de Investimento dos Portugueses

Investir ou jogar? O Investimento é o principal mecanismo para a acumulação de capital, mas a investir os Portugueses são fracos, porém são ricos a apostar em jogos de azar.

Caros Portugueses, será que temos um problema na nossa cultura de investimento?

Basta uma conversa banal para perceber o quão os Portugueses têm aversão a investimentos. Pedimos que faça o teste.

Quanto tempo levaria a convencer um desconhecido a investir nem que seja 10 euros numa acção ou num fundo, em dívida pública ou até mesmo em Bitcoins?

E quanto tempo levaria a convencer essa mesma pessoa a investir 10 euros numa raspadinha, numa aposta desportiva ou no euro milhões?

Claramente existe um dogma na sociedade Portuguesa em relação ao investimento, esta maneira de pensar é responsável pela fraca cultura de investimento dos nossos compatriotas, em contrapartida, Portugal é o país da Europa onde se gasta mais dinheiro em raspadinhas.

Investir ou Jogar - Planeamento Financeiro
Investir ou Jogar – Planeamento Financeiro

Quais os motivos que explicam este cenário que parece tão irreal

  • ignorância é sem dúvida o principal
  • falta de meios para investir
  • falta de acesso a informação adequada
  • fraca cultura de investimento
Abrir Conta Investimento

Esta é a triste realidade da sociedade Portuguesa, segundo um estudo apresentado pela Deco Proteste:

“nos últimos 10 anos, pouco mais de metade dos inquiridos portugueses aplicou dinheiro em produtos financeiros contratados”

Dos países do estudo, somos, de longe, dos que menos investem.

Na Bélgica, 80% dos participantes fizeram algum tipo de investimento, em Itália, 79% e, em Espanha, 71%. As diferenças chegam também ao tipo de produtos financeiros contratados. 

O dinheiro de 78% dos inquiridos portugueses foi aplicado em depósitos a prazo e em contas de poupança. Os planos de poupança-reforma (PPR) e os fundos de pensões (46%) e os fundos de investimento (33%) foram outras escolhas dos inquiridos que investiram nos últimos 10 anos. 

Obrigações, ações, seguros de capitalização ou planos mutualistas e imobiliário foram menos procurados. O ouro e as obras de arte pouco interesse despertam aos portugueses.

 Se compararmos estes resultados com os dos outros países europeus, vemos que, no campo do investimento, os portugueses são os mais cautelosos. Só os belgas investem tanto em contas a prazo como nós (75%). Os fundos de investimento foram o produto mais procurado em Itália (61%) e em Espanha (58%). Nestes três países, as acções foram a opção de metade dos inquiridos, mas pouco menos de um quarto dos portugueses seguiram esta via.

INVESTIR NA BOLSA

Os Portugueses não sabem aplicar o seu dinheiro ou são só negligentes?

“A filosofia dos ricos e dos pobres é esta: os ricos investem o seu dinheiro e gastam o que resta. Os pobres gastam o seu dinheiro e investem o que resta.”

Robert Kiyosaki

Porquê é que existe a crença generalizada nos Portugueses que serão mais bem sucedidos em apostar em jogos de azar do que em empresas ou até mesmo no estado que precisa dessa liquidez para manter postos de trabalho e para dinamizar a ecónomia?

A conclusão talvez seja mais decepcionante do que está a espera.

Não, os Portugueses não apostam em jogos de azar em busca de retornos racionais, apostam pela adrenalina, apostam pela facilidade, apostam pelo vício e apostamos pela ingénua esperança de ficarem ricos a fazê-lo enquanto na realidade gastam a pequena verba que é tão necessária para a poupança e investimento.

Esta escolha é isso mesmo, uma escolha e não podemos encobrir as nossas escolhas com desculpas de mau pagador. Os Portugueses estão a cavar a sua própria cova no que diz respeito a sua saúde financeira.

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Pai Rico e Pai Pobre – Livro de Robert Kiyosaki

Por esta razão o Jornal da Moeda decidiu introduzir ao leitor um livro de enorme sucesso que pode ajudar a perceber melhor este grande dogma do investimento, pode descarregar o pdf do livro em baixo:

“Pai rico e pai pobre” é um livro de 1997 escrito por Robert Kiyosaki e Sharon Lechter.

É um livro que defende a importância da educação financeira, da independência financeira e da construção de riqueza. 

O livro também tem como objectivo incentivar as pessoas a investir em activos, iniciar e possuir negócios, além de aumentar a inteligência financeira.

Pai Rico Pai Pobre, resumo ilustrado

O enredo do livro baseia-se na historia verídica e pessoal do autor que teve dois pais: O seu verdadeiro pai e o pai do seu melhor amigo.

De um lado, um pai licenciado com estudos de pós-doutoramento que deixou para trás dívidas para pagar, por outro, o pai milionário do seu melhor amigo.

Os dois homens tinham opiniões totalmente opostas sobre o dinheiro:

  • Um dos pais (o pai biológico) queria que o seu filho estudasse numa universidade e encontrasse um trabalho bem pago.
  • O outro pai (pai do melhor amigo) queria que ele aprendesse como o dinheiro funciona para se tornar financeiramente independente.

Robert Kiyosaki finalmente escolheu a segunda opção e revela-nos no seu livro o que o levou a tomar esta decisão e o porquê de ele não ser mais escravo do dinheiro actualmente.

Este artigo que partilha este incrível livro visa a inspirar uma reflexão no leitor e na sociedade Portuguesa em geral sobre a forma como decide aplicar o seu dinheiro e conduzir as suas finanças.

Para todos os que procuram um final feliz para a luta contra a escravidão financeira o Jornal da Moeda deseja uma boa leitura e muitas moedas.

3 Comentários

  • Nuno
    Posted 7 de Março, 2020 19:51 0Likes

    Ora aí está um grande tema de interesse para um país que no geral muito tem a aprender.
    Se houvesse um crescimento de 20% na literacia financeira em Portugal, tínhamos uma economia bem melhor…

  • jornaldamoeda
    Posted 8 de Março, 2020 20:51 0Likes

    Obrigado pelo feedback Nuno!
    Se tiveres ideias acerca de outros temas, não hesites em deixar a tua sugestão.

    Cumprimentos,
    A equipa do Jornal da Moeda

  • Cláudio Magalhães
    Posted 13 de Março, 2020 12:31 0Likes

    Um artigo penetrante sobre um tema que deveria ser uma preocupação maior da parte de quem educa os Portugueses. Basta passar por uma qualquer faculdade de ciências económicas do país e ver a quantidade dos seus alunos que discute o ”Placard” e a quantidade que discute planos de investimento ou mercados financeiros. Eu sei bem o rácio na minha, e é uma tristeza. Os meus parabéns pelo paralelismo muito bem estabelecido e sobre o qual nem tinha ponderado sequer.

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