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Petróleo “U.S. Crude” a preços negativos pela 1ª vez na História

Dia histórico para os mercados do petróleo. Como será o futuro da nossa energia pós-pandemia? O dia de hoje fica marcado como um dia sem precedentes – a afundar o preços do petróleo para valores abaixo de 0.

O preço do barril de Crude West Texas Intermediate (WTI) entrou pela primeira vez na História em terreno negativo e às 19h30 afundava 305,97% para -37,63 dólares, nesta segunda-feira.

O preço para a referência norte-americana tem estado em queda livre ao longo do dia, mas foi ao final da tarde que atingiu os mínimos de sempre.

Perto das 18h46, o preço tombava 93,27%, para 1,02 dólares, um novo mínimo histórico, antes de tocar os 0 dólares e depois negociar a preços negativos, negociando às 19h17 nos -7,20 dólares.

INVESTIR EM PETRÓLEO

O movimento extremo mostrou quão excessivamente abastecido o mercado de petróleo dos EUA se tornou.

A negociação dos contratos dos futuros para entrega em maio termina esta terça-feira. E, num mercado em que não há compradores, nem lugar suficiente para armazenar os excesso de oferta, os traders estão a loucos para vender os contratos que têm em mão, para não ficarem a segurar a ‘batata quente’.

“As pessoas estão preocupadas com tanta acumulação de stock que será muito difícil resolver no curto prazo no mercado. As empresas estão a tentar livrar-se do petróleo e não há compradores. ”

Michael Lynch, presidente da Strategic Energy & Economic Research Inc, em entrevista por telefone. 

Em Londres, o preço do Brent também recua, mas com uma queda mais ligeira de 8,58% para 25,63 dólares.

Um acordo de produção da OPEP e dos seus membros aliados, foi feito há uma semana, para conter a oferta no mercado.

Apesar da fraqueza nos preços, os investidores de retalho continuam a investir dinheiro no mercado do petróleo. Por exemplo, o ETF do US Oil Fund viu um recorde de 552 US$ milhões na sexta-feira.

“Há pouco para impedir que o mercado físico sofra mais desvantagens no curto prazo, os refinadores estão a rejeitar barris a um ritmo histórico e os níveis de armazenamento dos EUA estão a subir rapidamente, as forças do mercado vão infligir mais dor até que cheguemos ao fundo do poço.”

Michael Tran, diretor gerente de estratégia global de energia da RBC Capital Markets.
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